Se reforma laboral fosse votada agora, Chega garante que votaria contra

Ventura vale menos do que o Chega em 12 ou 13 sítios mas vale quase o triplo de si próprio (2026 vs 2021)
May 1, 2026

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Se reforma laboral fosse votada agora, Chega garante que votaria contra

Ventura diz ter a expectativa de que o Governo recue nalgumas das propostas que apresentou porque “esta é uma má reforma do trabalho e é uma reforma ineficaz para quem trabalha e que penaliza as pessoas que trabalham”

O líder do Chega indicou esta sexta-feira que, se as alterações à legislação laboral fossem votadas agora, o partido seria contra e considerou que a greve geral mostra o “fracasso do Governo” nas negociações.

Em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa, depois de se reunir com os membros do seu “governo sombra”, André Ventura disse ter a expectativa de que o Governo recue nalgumas das propostas que apresentou porque “esta é uma má reforma do trabalho e é uma reforma ineficaz para quem trabalha e que penaliza as pessoas que trabalham”. 

“Portanto, neste momento não pode ter o nosso aval. Se me perguntar se fosse agora, qual era a posição do Chega? Era contra, porque esta não é uma boa reforma do trabalho”, afirmou.

O presidente do Chega voltou a mostrar-se disponível para negociar este dossiê com o Governo e indicou algumas das suas reivindicações, como a descida da idade da reforma para os 65 anos.

André Ventura disse querer fazê-lo “com responsabilidade” e de forma gradual e defendeu também a revisão do fator de sustentabilidade.

O líder do Chega recusou que esta proposta ponha em causa a sustentabilidade da Segurança Social e defendeu que “a questão de justiça, a questão intergeracional e mesmo a questão da redução do desemprego jovem, da renovação da economia, são atonuantes no impacto económico desta proposta”. 

“Não fazemos nem bloqueios, nem ultimatos, mas temos, como qualquer força política, a consciência de que há valores fundamentais de que não devemos abdicar. Se é possível, se é necessário gerar mais produtividade, mais crescimento e mais apoio à natalidade, é também preciso garantir que as pessoas que hoje trabalham em Portugal e que já se sentem penalizadas pelos salários baixos e pelos impostos altos, não terão um novo pacote legislativo que ainda lhes imprime mais desvantagem sobre os seus direitos e ainda os aprisiona mais à sua própria situação”, defendeu.

O líder do Chega referiu também a greve geral convocada hoje pela CGTP para 03 de junho e considerou que “é o sinal e o sintoma do fracasso do Governo nestas negociações, que de forma intransigente e de forma até indiferente decidiu levar a cabo aquilo que nem sequer é uma reforma laboral, é a mudança de artigos da legislação laboral, que dificilmente se consegue vislumbrar onde vão melhorar a economia, a produtividade, o crescimento económico, e é isso que faz falta, e é isso que as pessoas querem”.

E defendeu que “o país não se resolve com greves gerais, resolve-se com avanços, com decisão e com negociação”.

André Ventura acusou o Governo de querer atacar direitos básicos dos trabalhadores.

“Não se deve fazer reformas do trabalho contra quem trabalha, deve-se fazer reformas do trabalho em articulação entre quem trabalha e quem gere e decide”, sustentou.

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